Morrer faz dói-dói?





O medo da morte está presente na esmagadora maioria de nós homo sapiens.

Grande parte dos medos que temos: medo de alturas, medo de andar de avião, medo de ficar doente, têm na sua base o medo da morte.

Medina Carreira, apelidado como o homem que não tinha medo de morrer (e que morreu recentemente), afirmou: "Não tenho vontade de morrer, mas não é da morte que tenho medo: é da maneira de morrer. Defendo que desde a nascença devíamos ser portadores de uma ampola com cianeto de potássio. Os nazis andavam com uma. Quando dava para o torto, dentavam e caíam para o lado. Acho que devíamos ser senhores do nosso fim"

Posto isto, cada um encontra a estratégia que melhor lhe serve para lidar com essa realidade. A estratégia mais comum é a negação, contudo é também a que nos impede muitas vezes de viver a vida em pleno e nos pode em última instância causar fobias e/ou outras psicopatologias.

Existem no entanto estratégias absolutamente fascinantes para lidar com esta que é provavelmente a maior angustia do comum mortal. Ricardo Araújo Pereira (uma das minhas maiores inspirações), escreveu várias vezes a propósito deste assunto e numa delas afirma que: “Morrer é chato, mas tudo o que é bom acaba e é provavelmente por isso que é bom, o que significa que a vida é melhor por causa da morte”.  

Ora esta é provavelmente a reflexão mais inteligente que se pode fazer acerca da morte e só quando formos capazes de encarar a vida com este desapego podemos cantar como os “Trem bala e Ana Vilela”:
Segura seu filho no colo

Sorri e abraça os teus pais enquanto estão aqui

Que a vida é trem bala parceiro

E a gente é só passageiro prestes a partir


Comentários

Mensagens populares