A MINHA GRAVIDEZ IMPOSSÍVEL- PARTE III


Depois do susto das contracções às 24 semanas a situação estabilizou: “Habemos alta”.

Estar em casa depois de 15 dias no hospital era um sonho. Finalmente tudo parecia estar a correr bem, até que…

Na consulta das 30 semanas o liquido tinha aumentado, o limite máximo são 14 mm e eu tinha 44mm. Com aquela quantidade de liquido se águas rebentassem criava um “efeito de sucção” colocando o bebé em risco, tudo coisas que os médicos me explicaram para justificar que: seria novamente internada.

Por essa altura já conhecia as auxiliares, as enfermeiras os médicos e os turnos que faziam, já fazia parte da mobília.

Quando chegamos às 34 semanas o repouso foi finalmente liberado, fazia pequenos passeios pelo hospital e numa ida ao pátio conheci uma mamã que tinha a bebé internada na Neonatologia e já tinha sido operada por problemas cardíacos. Quando lhe perguntei como tinham detetado o problema ela disse-me que tinha muito liquido durante a gravidez- “paniquei”.

Pedi para falar com a equipa médica e eles disseram-me que de facto há uma relação entre o aumento de liquido e alguma patologia no bebé, mas até ao momento não tinham encontrado nada. Contudo, poderia fazer um exame especifico ao coração, exame esse que não era feito no hospital.

Graças à minha “anjinha da guarda” consegui fazer o exame no mesmo dia numa clínica particular, mas para isso tive de assinar um termo de responsabilidade para puder ter alta sem consentimento dos médicos.

Felizmente o exame não detetou nenhum problema e voltei ao internamento muito mais tranquila.
Mas essa tranquilidade teve um preço, porque o esforço de ir à clinica fazer um exame para quem estava há meses de repouso tinha sido “too much” …voltei a sangrar.

Com aquele quadro clínico o sangramento poderia ser um novo descolamento da placenta, pelo que, os médicos decidiram que ele iria nascer.

Dia 11 de Setembro de 2013 às 22:43h nasceu o nosso filho, que só poderia ter um nome - Tomé que significa: aquele que vence!



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