A MINHA GRAVIDEZ IMPOSSÍVEL- PARTE II


Pessoas fofinhas que leram o primeiro post - vocês são um máximo, pessoas fofinhas que vão ler agora – vocês também.

Ora bem, depois de um teste de gravidez tradicional ter dado positivo de um teste ao sangue negativo e de um mioma com a mania que é carapau de corrida… o médico questionou-nos sobre a possibilidade de tirar o mioma, embora isso tivesse muitos riscos. Aconselhou-nos a pensar no assunto e depois voltar lá.

Passaram-se 2 meses… 2 meses de muitas angústias, muitas dúvidas e MUITOS ENJOOS porque o período continuava de férias. Foi nessas condições que voltamos à consulta em que iríamos decidir o que fazer (desta vez fui com a minha mãe).
Contudo, assim que o médico me viu reparou que a barriga tinha crescido e pediu logo para me deitar para fazer uma ecografia. Assim que pousou o ecógrafo na barriga exclamou: ESTÁ GRÁVIDA! Acho que tanto ele como a minha mãe ficaram perplexos, mas eu fiquei absolutamente tranquila, porque no fundo…. Sempre soube.



Fui encaminhada para a obstetrícia de alto risco onde foi feita uma avaliação detalhada da situação. O bebé tinha 7 semanas e estava bem. Mandaram-me para casa com indicação de repouso e voltaria todas as semanas para nova avaliação, excepto se houvesse alguma situação de alarme.
No dia seguinte comecei a sangrar e fui às urgências, onde curiosamente, lá estava o mesmo médico. Fez nova ecografia e disse-me que a placenta tinha descolado, deveria manter o repouso e estar “preparada para tudo”. Assim fiz, fui para casa e mantive o repouso mas a única coisa para a qual estava preparada era para que o meu filho nascesse aos 9 meses e saudável.

Viver uma gravidez em repouso desde as 7 semanas significa que só nos levantamos para ir à casa de banho, portanto nas “horas vagas” eu fazia aquilo que NENHUMA GRÁVIDA deve fazer: pesquisar sobre prematuridade. Tornei-me uma “expert” na matéria e fiquei a saber que as 24 semanas eram a meta mínima para qualquer bebé sobreviver, mas mesmo assim os casos eram raros. 

Chegamos às 24 semanas, a possibilidade do meu filho poder nascer saudável era agora mais real, por isso mesmo fui internada para fazer a maturação do pulmão do bebé. Para quem não sabe significa levar injecções para “acelerar” o processo de maturação dos pulmões e assim aumentar as probabilidades do bebé sobreviver, caso nasça prematuro.



Durante o internamento são feitos 3 CTG´s por dia e num deles senti a barriga ficar muito dura, várias vezes, mas de não tinha dor. Quando terminou o CTG os médicos vieram falar comigo: estava com contracções e tínhamos de as parar. Puseram-me um soro XPTO que faz parar as contracções e passei a viver na cama, em quanto que antes tinha o luxo de me levantar para ir à casa de banho, passava agora a fazer TUDO na cama. Restava-me esperar que o meu bebé não nascesse já…  


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